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A Alimentação |
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Texto retirado do CD-ROM
"Enciclopédia das Artes Marciais"
Se queremos o equilíbrio e a harmonia não devemos passar por alto tão longas tradições biológicas, solidamente cimentadas pela experiência de séculos de cultura natural.
A nutrição não é uma exceção, aplicando-se igualmente estes dois princípios universais à maneira de comer, cultivar, cozinhar e selecionar os alimentos, etc. Esta magna ciência da arte da alimentação equilibrada foi chamada no Ocidente de macrobiótica, e foi introduzida em Estados Unidos por Georges Ohsawa. Órfão de pais e doente de tuberculose, foi expulsado do hospital em que o tratavam por não ter dinheiro para pagar a sua estadia, curou da sua doença por um livro que comprou com o pouco dinheiro que lhe ficava, que falava da cura das doenças por meio da alimentação, assistiu posteriormente o ensino direto do autor de dito livro e chegando a se converter com a sua morte no diretor da sua escola, começando assim a era da macrobiótica. Ohsawa dotou a mesma de uns princípios científico-filosóficos, reconstituindo e estudando a antiga filosofia chinesa no que ele chamaria o princípio único da ordem do universo, criando doze teoremas e sete princípios, assim como as sete etapas da doença e os sete juízos humanos.
A macrobiótica é a arte de viver de acordo com o princípio único da ordem do universo e a sua aplicação em todas as facetas da vida.
Os cereais constituíram a base da alimentação humana há centenas de séculos até tempos relativamente recentes. Todas as civilizações tiveram o seu cereal, chegando em alguns casos a mistificá-lo ou divinizá-lo como no caso dos maias (milho), os shintoistas do Japão (arroz) ou os romanos com os seus deuses dos cereais. Na Europa Central o trigo sarraceno constitui uma parte básica na dieta; na Europa mediterrânea, trigo e grão-de-bico; no norte da África, cevada, trigo e grão-de-bico, e ainda na atualidade são milhões as pessoas que subsistem a base de arroz e vegetais em toda Ásia.
A ORDEM PARA COMER ALIMENTOS PRINCIPAIS:
1.º Cereais integrais:
aveia, centeio, arroz, cevada, trigo, milho, e trigo sarraceno, assim como os
seus derivados, como pastas, massa e pão. Todos eles bem cozidos e salgados
com sal do mar sem refinar, que contém não só cinza, mas outros minerais,
como magnésio, tão importantes em determinados processos do metabolismo.
2.º Legumes secas. Por ordem de importância:
Lentilhas francesas, lentilhas, grão-de-bico, azukis, soja, feijão e favas,
etc. Bem cozidas, de molho em água a noite anterior e comidas ou cozidas
junto com os cereais.
3.º Sementes oleosas: Girassol, abóbora,
sésamo (torradas e salgadas).
4.º Vegetais modernos de origem temperada:
são os vegetais mais yang dentro do mundo vegetal. Cenoura, rabanete, , chicória,
agriões, espinafres, salsa, abóbora, alho-porro, cogumelos, algas e musgos
de mar (espirulina, wakame, hiziki, kombu, nori, etc.).
5.º Nozes e frutas oleosas: Avelãs, amêndoas,
castanha-do-Pará, pinhões, etc., tomando preferências pelas menores e
sempre em pequenas quantidades (torradas e salgadas).
6.º Alimento animal: Pode-se tomar de
maneira optativa, uma ou duas vezes à semana, pescado ou carnes brancas (cordeiro
e frango), preferentemente na estação fria e somente ao princípio como fase
de transição para uma dieta isenta de produtos de origem animal. Nunca mais
de um 7 por 100 do total.
ICHI
-1 NI - 2 < TD>
SAN - 3 SHI - 4
GO - 5 ROKU - 6 SHICHI
- 7 HACHI - 8 KU
- 9 JU - 10
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